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UM OLHAR SOBRE O TERCEIRO SETOR » MEMORIAL DO ARAGUAIA - O Despontador de um sonho


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Um Olhar sobre o Terceiro Setor

É preciso olhar para o Terceiro Setor sempre com um olhar mais apurado. De modo geral as entidades e as pessoas que o compõem consideram ainda os seus empreendimentos de caráter social com os resquícios da idéia de caridade, o voluntariado como um fazer que não demanda carga plena, e o “pedir” como expediente de obtenção de meios. No mundo todo já evoluímos para uma compreensão mais consistente do que seja o fazer do Terceiro Setor e sua importância social, econômica e política.

As organizações do Terceiro Setor que são bem sucedidas descobriram que para funcionar bem precisam se organizar da maneira mais simples possível. Devem seguir todas as leis e procedimentos fiscais da forma mais rigorosa e, sobretudo aprender que pedir é pouco producente mesmo quando o objetivo é nobre e que a troca com a comunidade pode produzir meios mais abundantes e mais freqüentes.

Se a entidade do Terceiro Setor é inteligente o suficiente para contratar pessoas, comprar insumos, realizar o seu mister diariamente, pagar impostos, gerir contratos e fornecedores, desenvolver controles contábeis, fazer balanços e prestação de contas e sobreviver anos a fio assim, talvez esta entidade também possa criar uma estrutura paralela, com características muito peculiares, que tenha como objetivo produzir “lucro” como uma empresa tradicional. Com a vantagem de que este lucro seja direcionado para as políticas sociais da entidade.

As reservas que podem surgir talvez estejam no âmbito de saber se uma entidade que se propõe ser não lucrativa possa desenvolver uma atividade que gere o lucro. Mas essas considerações podem ser revistas quando pensamos que o lucro, no caso da empresa do Terceiro Setor, faz parte de um todo que tem um objetivo bem definido que é a sustentação de uma entidade que produz benefícios sociais inegáveis. Por outro lado, essas empresas lucrativas do Terceiro Setor não possuem qualquer benefício extra. Funcionam como outra empresa qualquer, pagam seus impostos devidamente e não há razão legal pra impedi-las de existir.

Outra questão talvez seja o da competência para atuação e isto se resolve com o famoso “quem não tem competência não se estabelece”, ou seja, se estimulamos a todas as entidades do Terceiro Setor para que tenham seus próprios meios de subsistência, também devemos estimular a responsabilidade empresarial. Deve-se procurar um tipo de atividade pensada para o bom resultado, e a “inteligência do grupo” gestor da entidade deve estudar a questão de forma adequada. Todavia, não é tão difícil quanto parece criar uma empresa lucrativa a partir de uma entidade que já presta um serviço à comunidade. Embora, esta demanda necessite de alguns cuidados especiais.

Muitos profissionais competentes podem contribuir com sua inteligência e experiência, muito mais do que com dinheiro. E inteligência e boa vontade são ingredientes valiosíssimos numa empresa. Muitas vezes as entidades estão tão assoberbadas buscando a melhor forma de pedir dinheiro para as coisas do dia a dia que se esquecem de pedir conselhos e orientações. E muita empresa teria a maior boa vontade em terceirizar procedimentos se percebessem que poderiam contar com o trabalho e/ ou produtos de boa qualidade de uma, agora, empresa do Terceiro Setor. Ora, se os elementos estão assim disponíveis o que falta é: orientação para se criar as “empresas do Terceiro Setor”, estudá-las e alcançar a repercussão e os benefícios que elas trarão a toda sociedade.

IntegrAção – Revista Eletrônica do Terceiro Setor, por Paulo Lemos, psicólogo, pós-graduado em teoria da comunicação, empresário e editor. Há três anos trocou São Paulo por Ouro Preto e atualmente vive na cidade onde atua como empresário e colabora com várias entidades do Terceiro Setor.

Nesta perspectiva o IAPA se propõe a estabelecer um modelo de sustentabilidade que envolverá mais do que ações mercadológicas, mas, e principalmente, envolver grupos, cooperativas, Arranjos Produtivos e pessoas comuns, propiciando empregabilidade, geração de renda, dignidade e cidadania.

Suas receitas estarão asseguradas por meio de iniciativas produtivas que, articuladas com a comunidade, se reverterão em benefícios para todos.


O Projeto

Foto: maquete do projeto Memorial do Araguaia, clique para ampliar

O projeto do Memorial do Araguaia encontra-se aprovado sob os auspícios da Lei Rouanet.
O monumento será implantado na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia, mais especificamente, no município de Xambioá/TO, cuja cidade foi escolhida por ter sido palco da Guerrilha do Araguaia, numa justa homenagem àqueles que tombaram na luta por direitos libertários. Nesta cidade encontram-se as cinzas de João Amazonas e os restos mortais de dezenas de outros heróis que deram a vida para que direitos humanitários fossem, hoje, respeitados. Contribua, faça a sua doação Saiba Mais


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